10 coisas para salvar o mundo.

1 ENERGIA: O GRANDE DESAFIO A questão da energia encabeça todas as listas de ações prioritárias a serem desencadeadas para a salvaguarda do planeta. Nossa civilização se tornou uma insaciável vampira de energia (sobretudo a elétrica), e a consome muitas vezes de forma desnecessária e perdulária – os feéricos letreiros de Las Vegas que o digam. Enquanto isso, produzi-la implica, em muitos países, queimar petróleo ou carvão, combustíveis fósseis altamente poluidores. A maioria dos especialistas afirma que reduzir esse consumo é prioritário, urgente e perfeitamente possível. Podemos começar pelo nosso próprio lar.
Os eletrodomésticos têm ampliado enormemente nossas possibilidades de cultura e lazer, e a tendência é que os lares acumulem um número cada vez maior desses aparelhos. Para amenizar o impacto no consumo de energia, porém, é preciso investir em equipamentos elétricos com a maior eficiência energética possível. Um item relevante: a posição stand by – aquela em que o aparelho supostamente está desligado, mas continua a consumir energia – deve desaparecer. Se o número de aparelhos na casa em stand by for grande, a conta de luz pode aumentar até 25% num mês.

Cada vez mais, será preciso investir em energias renováveis. Dentre elas, a que tem mais futuro, dizem os especialistas, é a solar: a fonte se manterá por mais alguns bilhões de anos, está disponível em praticamente toda a Terra e, característica fundamental, não polui.
Mas as outras formas de energia renovável não devem ser desprezadas – a eólica, a de biomassa, a hidráulica, a energia das ondas marítimas, a energia geotérmica, etc. Basta aproveitá- las onde forem mais viáveis em termos econômicos e ambientais.
Quanto à energia nuclear, ela é, de fato, uma das menos poluentes, mas os riscos que seu uso implica são tão grandes que assustam – basta lembrar a tragédia de Chernobyl. Pelo sim, pelo não, a tendência é investir nessa alternativa só em última instância.

Um domicílio não poderia também gerar energia? Em certos países, a resposta a essa questão já é afirmativa – e ambientalmente aprovada. Para tanto, é preciso que a produção e a distribuição de energia não estejam nas mãos da mesma empresa. Com isso, os proprietários dos imóveis poderiam instalar instrumentos de geração de energia em pequena escala, com relação custo-benefício que torne o negócio viável. Na Grã-Bretanha e em vários outros países da Europa começa a se espalhar o conceito de casas em que parte do telhado é ocupada por painéis solares. Dependendo do local, outras formas de energia podem ser aproveitadas.
Para disseminar essa idéia, uma boa opção é a obrigatoriedade. Em Israel, a instalação de aquecedores solares é compulsória desde 1980. No início deste ano, a Prefeitura de São Paulo obrigou todas as novas edificações a instalar um sistema de aquecimento solar que deverá atender a pelo menos 40% da demanda anual de água aquecida consumida por usuário.
2 FORMAR UMA CONSCIÊNCIA AMBIENTAL Formadores de opinião – professores, líderes religiosos, artistas, jornalistas e comunicadores em geral – estão sendo convocados a trabalhar na elaboração de uma consciência ambiental individual e coletiva. A razão disso é que uma ação ambiental só consegue ser implantada e perdurar se for atingido um “número crítico” de cidadãos conscientes de seus deveres e responsabilidades quanto à restauração e à manutenção do equilíbrio ecológico.
Um exemplo disso está no recente aprofundamento da calha do rio Tietê, em São Paulo. Durante a obra, retiraram- se do leito do rio milhares de toneladas de detritos atirados pela população. A limpeza trouxe conseqüências positivas, a começar pela redução das enchentes. Mas, como a formação de consciência ambiental dos cidadãos não foi concluída, muitos recomeçaram a fazer do Tietê sua lixeira particular.
Os professores, por seu lado, respondem pela educação ambiental dos alunos. Ela deverá estimular nos estudantes uma sensibilidade particular aos problemas ligados ao ambiente. A chave do processo é a criação de uma cultura que transforme a visão antropocêntrica da relação homem/ natureza em visão biocêntrica – que não mais considera o homem como o centro de tudo, mas, apenas, como um dos muitos componentes da biosfera.
Já os líderes religiosos deverão fazer das questões planetárias a prioridade número 1 de seu discurso e encorajar seus seguidores a se tornar exemplos para o resto da população. A crença de que é moralmente errado agredir a natureza, aliás, está na base ética de vários sistemas religiosos.
A responsabilidade pela formação de uma consciência ambiental transcende os limites dos formadores de opinião: na nova ética ecológica, é dever de todo cidadão bem informado tornar-se vetor de elucidação daqueles que ainda não desenvolveram essa consciência.
3 OBTER UM NOVO E MAIS PODEROSO PROTOCOLO DE KYOTOO esforço de salvar a Terra envolve todos os países, já que os efeitos do desequilíbrio ambiental não respeitam cercas ou fronteiras. Nesse sentido, é urgente acertar um novo tratado na esteira do que foi assinado em Kyoto (Japão), em 1998, cuja proposta era obrigar os países desenvolvidos a, no período entre 2008 e 2012, reduzir a emissão de gases do efeito estufa em pelo menos 5,2%, ante os níveis de 1990. Desta vez, porém, é essencial que o novo acordo tenha maior poder coercitivo, enquadrando os principais poluidores – os Estados Unidos à frente – e definindo metas para todos, inclusive os países em desenvolvimento com ficha ambiental desabonadora e antes desobrigados de seguir objetivos, como China, Índia e Brasil.

Os índices de redução da emissão de gases do efeito estufa também devem ser drasticamente revistos no novo tratado. Já se fala hoje em cortes de até 80% das emissões de CO2 até 2050. O compromisso deve ser assumido não só por governos, mas também por indivíduos, empresários, ONGs e outros setores. E todos os mecanismos disponíveis devem ser empregados para esse fim, incluindo-se aí novas leis ambientais, campanhas de esclarecimento, comércio de emissões de carbono e políticas fiscais.
Obter um tratado ambiental planetário eficiente parece ser o grande desafio da humanidade neste início de milênio. Se ele não for implementado e cumprido, a saúde do planeta estará correndo sério risco.
4 ESTIMULAR A VENDA DE PRODUTOS “VERDES” Produzir mercadorias mais adequadas ambientalmente sai, em geral, mais caro do que as tradicionais, e essa diferença de preço é o maior empecilho para a expansão do mercado “verde”. Para os especialistas, uma política fiscal específica poderia mudar bastante esse quadro, tanto reduzindo impostos e taxas que incidem sobre os produtos ambientalmente adequados como aumentando os relativos às demais mercadorias – ou elaborando uma combinação das duas alternativas. Colocar produtos “verdes” e convencionais em condições semelhantes de disputa, dizem eles, deve levar o consumidor a refletir mais sobre o que está adquirindo.

Lâmpadas, aparelhos elétricos e veículos estariam entre os primeiros setores atingidos por essas medidas. As lâmpadas fluorescentes compactas, por exemplo (85% mais econômicas do que as incandescentes), poderiam ser barateadas com a eliminação de impostos. Já os pesados, beberrões e poluentes utilitários esportivos seriam sobretaxados.
Outras medidas incluem dar muita publicidade às vantagens ambientais que os produtos “verdes” representam e subsídio ou redução de encargos a empresas e produtores que investem nessas mercadorias.
5 REDUZIR O USO DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS, AUMENTAR O DE BIOCOMBUSTÍVEIS Nas atuais proporções, os efeitos ambientais do consumo de combustíveis fósseis são catastróficos. É preciso não apenas reduzir o uso desses combustíveis, mas também substituí- los, tanto quanto possível, por outras alternativas. A primeira parte pode ser obtida, por exemplo, diminuindo o consumo da energia gerada por termelétricas que recorrem a esses insumos (o apagão brasileiro mostrou que é possível conseguir redução geral de 20%). Por outro lado, a geração de eletricidade pode ser feita por fontes renováveis, inclusive em nível doméstico. E até o setor petroquímico pode ser revisto: é possível, por exemplo, obter plástico a partir de etanol.
Na confusão mundial envolvendo os biocombustíveis, a cana-deaçúcar é hoje uma exceção à regra. Enquanto os Estados Unidos, por exemplo, obtêm o etanol a partir do milho, o Brasil o obtém a partir da cana. No geral, no resto do mundo, as safras agrícolas usadas na produção de biocombustíveis têm apenas uma fração de seu valor energético aproveitado. Como os biocombustíveis continuam a ser vistos como ferramenta importante contra a emissão de gases do efeito estufa, os países que não podem plantar cana têm de aperfeiçoar as tecnologias destinadas a aproveitar a celulose das plantas – algo previsto para ocorrer em até dez anos.

6 COMPRAR MENOS E MELHOR A mentalidade consumista está assentada na criação e manutenção do que os especialistas chamam de “febre aquisitiva” – a compulsão de comprar e consumir. É necessário comprar apenas o essencial. E comprar bem. Por exemplo, adquirir produtos que não recorrem a embalagens caras e são feitos em condições dignas de trabalho. Em todo o mundo se implanta o “comércio justo” (fair trade, em inglês), uma forma de atividade comercial na qual o objetivo primário não é a hipertrofia do lucro, mas a luta contra a exploração do trabalhador e a pobreza ligada a causas políticas, econômicas ou sociais. A isso se acrescenta a luta contra formas comerciais que prejudicam o meio ambiente. O comércio justo ganha força e logo se tornará regra básica das transações comerciais no mundo.
Os especialistas também recomendam que o consumidor veja com carinho os artigos de segunda mão. Sebos e brechós mostram que o objeto não precisa ser novo em folha para cumprir sua missão básica.
7 REVER O TRANSPORTE COLETIVO Congestionamento no trânsito é sinônimo, entre outras coisas, de aumento de poluição (nessa condição, os veículos emitem mais poluentes do que o normal) e deterioração da saúde. Já existem diversas opções em uso ou análise para mudar isso.

Em primeiro lugar, o transporte coletivo precisa ficar atraente – sobretudo, mais rápido e confortável – para o usuário do automóvel. No caso de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, é fundamental expandir a rede de metrô e aprimorar as linhas de trens urbanos. Ônibus mais novos (mais confortáveis e menos poluentes) poderiam circular em corredores específicos, que aumentariam sua velocidade média. Alternativas menos poluentes ao diesel consumido por esses veículos devem ser implementadas. O uso de bicicletas pode ser ampliado, e planos que permitam a integração de diferentes formas de transporte devem ser incentivados.
Medidas restritivas devem ser aplicadas contra os que usam o carro sem necessidade. Cidades européias adotaram, por exemplo, o pedágio urbano em áreas mais congestionadas. Rodízios como o de São Paulo podem ser aprimorados a partir de uma vigilância maior sobre a circulação de veículos.
O excesso de vôos para destinos próximos contribui substancialmente para a aviação representar 2% das emissões de CO2 originárias de atividades humanas. Com estradas e ferrovias ruins, o Brasil praticamente força os viajantes a usar o avião, mas no futuro se poderá optar por algo diferente, como o trem-bala que até 2014 deverá ligar São Paulo e Rio de Janeiro em cerca de 90 minutos.

8 ACABAR COM A CULTURA DO DESPERDÍCIO Em vários países, muita coisa já melhorou em termos de reciclagem, mas ainda estamos longe dos altos níveis necessários. Os mercados de artigos reciclados devem ser encorajados. Gradualmente, produtores são estimulados a recolher seus produtos ao final da vida útil deles para reciclá-los. No futuro, a reciclagem passará a fazer parte do próprio design dos artigos. Uma poderosa cultura de trocas e doação de objetos deverá ser implantada. Um exemplo: alguém muda o telhado de sua casa e fica com uma quantidade de telhas velhas, porém intactas, que oferece de graça em um site especializado; quem se interessar vai buscá-las.
9 CONTROLAR O AUMENTO POPULACIONAL A população global deve atingir 11 bilhões ao redor de 2050. Assim, a necessidade de uma política populacional nunca foi tão urgente, da mesma forma que uma mudança radical da mentalidade até agora vigente na maior parte dos países em relação aos altos índices de crescimento populacional. Muitos governos persistem no erro de considerar grandes populações como indicadoras de poderio econômico. Se isso não for corrigido em escala global, esses índices crescerão cada vez mais, estimulando a proliferação de catástrofes ambientais.

10 PRESERVAR AS FLORESTAS TROPICAIS E A BIODIVERSIDADE As florestas tropicais desempenham um papel fundamental na absorção de gases do efeito estufa e nos regimes de chuvas que afetam extensas áreas continentais. As regiões que as abrigam, porém, estão em países emergentes cujo conceito de desenvolvimento pode divergir bastante da preservação do meio ambiente. As opções para controlar isso são reduzidas. Uma possibilidade seria adotar medidas rígidas de fiscalização contra a madeira extraída ilegalmente ou até banir por completo o consumo de produtos que envolvam o corte de árvores dessas florestas. Outra alternativa é o reconhecimento, por parte dos países ricos (muitos dos quais se desenvolveram devastando florestas à vontade), de que os pobres precisam de verbas polpudas para defender suas florestas, e um acordo subseqüente que defina metas e gastos. Ao Brasil e a outros detentores de áreas de reservas tropicais cabe implantar um modelo de desenvolvimento em harmonia com o meio ambiente.
Por seu lado, a fauna e a flora ajudam a manter o equilíbrio e a estabilidade dos ecossistemas e estão na base de diversas atividades econômicas. Por isso, conservar a biodiversidade é fundamental para a sobrevivência da nossa espécie, e a tarefa começa com uma intensa campanha de conscientização a respeito de sua importância.

FONTE
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O item 5 acho uma boa idéia, mas pelo que eu vi em outro site, pode ser ruim alguns países adotarem esse sistema, por exemplo na Angola, o governo destruiu parte da plantação agrícola do país para plantar mamona (uma das plantas usadas para afzer biocombustível), e o país antes não estava ótimo, imagina agora que perderam parte da plantação do país. Depende de cada governo examinar e decidir o que é o melhor para o país.

Abraços

WaRR

RAPIDEX!

-=- Sabia que o gado é responsável por 18% do CO² emitido por ano e o carro 14%?Ou seja: O GADO POLUI MAIS QUE CARRO.
-=- Sabia que o mesmo que você gasta em uma garrafa de água na rua, daria pra vc gastar em casa 3 litros? PS:GARRAFA DE ÁGUA QUE SE VENDE NA RUA TEM 500ML.
-=- Sabia que os dois países que mais poluem são a China e os EUA?
-=- Sabia que uma das empresas que mais poluem é a Microsoft?


Depois posto mais coisa, to indo pra escola.

Abraço!

WaRR

Soja sem fronteiras

Durante paletsra, em São Paulo, fundados de grupo belga para agricultura sustentável fala sobre os problemas acerca da soja.

Organizada no dia 25 de março pelo grupo Oca, braço da Sociedade Vegetariana Brasileira, em São Paulo, a palestra frei belga Luc Vankrunkelsven mostrou de que maneira a soja vem destruindo o meio ambiente e acentuando a miséria em países subdesenvolvidos. Em visita à capital paulista para o lançamento de seu livro Aurora no Campo - Soja Diferente (ed.Gráfica Popular / 298 páginas / R$32), o fundador do grupo Wervel, que incentiva a agricultura sustentável, lembrou a necessidade de encontrar alternativas para esse grão. "O livro trata sobre as proteínas e essa independência entre os continentes. Mas fala também sobre as alternativas, pois não precisamos comer soja para sermos vegetarianos. Toda essa soja produzida atualmente pode ser uma solução para a fome no mundo, pois são 8555 milhões de pessoas com fome. Não estou dizendo que eles não tem que comer apenas soja, mas vejo como ato criminoso a soja ir para animais."
O teólogo, que também é consultor da Fetraf Sul (Federação dos trabalhadores na Agricultura Familiar), afirma que desde 1962 a soja brasileira não encontra barreiras alfandegárias na Europa e que, portanto, é difícil para o pequeno grupo agricultor europeu produzir outras fontes de proteína, como tremoço - "a soja do norte" - a preços acessíveis. Além disso, é preciso muita terra para produzir o que a demanda atual exige. "A soja em si não é um problema, mas sim os 70% 80% cultivados no mundo e que são destinados a ração animal. Um grande volume vai para suínos e frango. Até mesmo as vacas comem essa ração, mas em menor quantidade. As vacas leiteiras da Holanda, por exemplo, que precisam produzir até 10mil litros de leite por ano, recebem muita soja. Há 15 anos, esse grão também vai para os peixes de diferentes países. O salmão da Noruega, por exemplo, é muito barato na Bélgica porque 50% da ração desse salmão é de soja do Brasil, da Argentina, Paraguai ou da Bolívia, e 50% é farelo de peixe do peru."
Outro problema apontado por Luc é a exclusão social causada pelo avanço da soja. Ele explica que depois da Revol~ução Verde - ocorrida a partir da década de 1950, período em que as lavouras dos países menos desenvolvidos começaram a se mecanizar e os fertilizantes químicos passaram a ser utilizados -, os pequenos agricultores se viram submetidos ao mercado das grandes cooperativas e não encontraram muita saída. "Atualmente, no Maranhão, os caboclos vêm sndo expulsos de suas terras porque a soja está avançando. O grão está sendo cultivado na região porque em São Luis está localizado o porto mais perto da Europa. Mas desta vez não é mais só para ração animal, é também para o biodiesel. No Brasil, nos últimos 30 anos, o número do êxodo rural chegou a 27 milhões de pessoas. Muitos dos ex-agricultores estão agora nas favelas."
Promotorda campanha "Pense globalmente. Alimente-se localmente", que incentiva o consumo de alimentos produzidos em locais próximos, Luc alerta para os perigos que a pirâmide soja-carne-carro está ocasionando. "O problema da monocultura da soja é central para mim, mas também o consumpo de carne. Todos falam dos males dos carros, mas o transporte no mundo é responsável por apenas 14% do aquecimento global. A produção de carne é de 18%, mas ninguém fala sobre isso. Quando pararmos ou diminuirmos o consumo de carne e o uso do carro, teremos mudado muito."
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O texto já fala por si próprio, mas é sempre bom fzer um comentário não?
Com esse texto podemos ver como a carne é valorizada e a soja desvalorizada, e vale ressaltar que se todas as áreas de produção de carne fossem usadas para plantações, não haveria fome no mundo.
É a vida é a vida.......

Abraços

WaRR

Fonte: Revista dos Vegetarianos. Ano 2. Número 19. Editora Europa. Mai 2008. Pág 8.

IMPACTO DA PECUARIA BOVINA NO BRASIL

Publicado por Fábio Chaves
abr 17

Resumo da palestra proferida por Adriana da Conceição (bióloga com especialização em Gestão Ambiental)

Um pouco da História- Primeiros impactos no mundo: pastores transformaram florestas em savanas, devido à prática da queimada e pisoteio do gado.- Ocorreu principalmente no Mediterrâneo e Oriente Próximo.- No Brasil causou grande impacto na devastação da Mata Atlântica (hoje só restam 7% da mata original).

Impactos na água
- 1 kg carne consome 20.000 l/água(comparar com arroz=4.500, trigo=1.500, batata=150)- um matadouro grande em São Paulo gasta 4.250.000 l/água/dia- uma pessoa que consome 35kg/carne/ano (média brasileira) pode chegar a gastar 700.000 l/água/ano
Impactos na ocupação de terras
- 1/3 da produção agrícola mundial vai para o gado.- Ocupa 75% das terras produtivas brasileiras (não adianta confinar o gado, pois o mesmo pode comer 7kg ração para produzir 1kg de carne).

Devastação da Amazônia
- Pecuária: principal causa de desmatamento(2º é a soja – veja mais em: http://www.reporterbrasil.org.br/clipping.php?id=50 )- Ocupa um área igual a região sul do Brasil em gado na Amazônia + uma região igual a área do Paraná em pasto abandonado)- Pecuária contribuiu com 80% do total do trabalho escravo na região em 2004 e 62% em 2007.
Devastação do Pantanal
- Introdução de capim que tem devastado a vegetação local- Fazendeiros e carvoarias: parcerias- Provoca assoreamento dos rios da região
Savanas - pode-se dizer que a savana é uma formação vegetal herbácea (ervas) alta, atingindo nalgumas regiões os 2 metros de altura, e “salpicada” de algumas árvores e arbustos.Assoreamento - são os processos erosivos, causado pelas águas, ventos e processos químicos, antrópicos e físicos que desagregam os solos e rochas formando sedimentos que serão transportados. O depósito destes sedimentos constitui o fenômeno do assoreamento.Aquecimento Global (aumento do efeito estufa)
- Pecuária foi declarada pior que os automóveis.- Vegetarianos geram menos 1.485 kg/CO2/ ano.- No Brasil: maior emissão de CO2 pelas queimadas da Amazônia, de metano (arroto de mais de 200 milhões de bovinos) e óxido nitroso (esterco).- No mundo: maior emissão de metano e óxido nitroso também- Rendimento de terras – veja texto abaixo
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR770746010,00.html“O raciocínio é matemático”, diz Greif. Para ele, alimentar os bois com pasto ou grãos é o meio menos eficiente de gerar calorias. A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas. A criação de frangos e porcos também afeta as florestas. Para alimentar esses animais, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Mas, na relação custo-benefício entre espaço, recursos naturais e ganho calórico, o boi é o pior. ”

Vantagens na saúde
- Diabetes: risco 80% menor em contrair doença- Pressão arterial mais baixa.- Redução doença cardíaca.- Doenças renais menos incidentes.- Veganos: mais saudáveis
Doenças ligadas ao consumo de carne
- Cardíacas- Parkinson: UNIFESP - pacientes melhoraram 70% sem carne- Artrite e infecções: molécula estranha da carne provoca estas infecções- Câncer e danos ao DNA - pesquisa britânica- Câncer de próstata: INCA e pesquisa na Califórnia- Câncer de intestino: várias pesquisas e uma que foi uma das maiores da Europa com 500 mil pessoas em 10 anos- Câncer de mama - Harvard - dobro do risco

Referências e recomendações de sites e livros:
FAOPNUMAEMBRAPACETESB
http://www.svb.org.br/http://www.guiavegano.com/
Leite Alimento ou Veneno? (COHEN)
Pegada Ecológica e Sustentabilidade Humana (DIAS)
O Livro de Ouro da Amazônia (MEIRELLES FILHO)
Fundamentos do Vegetarianismo (WINCLER, MARLY)
DVD: “A carne é fraca” - Instituto Nina Rosa

Orgulho 2!

VelvetFlair

Jornal Bom Dia Sorocaba de 13 de maio de 2008
O projeto de lei do vereador João Donizeti (PSDB) que torna obrigatório o uso de embalagens plásticas oxibiodegradáveis pelos hipermercados de Sorocaba foi aprovado em definitivo nesta terça-feira, 13. A idéia é acondicionar os produtos e mercadorias.
Donizeti explica que entende-se por embalagem oxibiodegradável aquela que apresenta degradação inicial acelerada por luz e calor e posterior capacidade de biodegradação por microorganismos.
Os hipermercados terão o prazo de um ano, para substituir as sacolas comuns pelas biodegradáveis. Após isso haverá penalidades: advertência, multa de R$ 500,00 e suspensão do alvará.
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Novamente mais um político que se conscientizou e criou essa lei, muito legal mesmo!

Orgulho!

Sampath Maddali

Jornal Correio da Ilha de 26 de maio de 2008
O prefeito de Florianópolis, Dário Berger, sancionou a Lei 7627 de 12 de maio de 2008, de autoria do vereador João Batista Nunes, que dispõe sobre a substituição do uso de sacolas e sacos plásticos, para o transporte de mercadorias, por material ecológico confeccionado com papel, tecido oxi-biodegradável.
No seu artigo 3º a lei diz o seguinte: as sacolas e os sacos plásticos devem atender aos seguintes requisitos; degradar ou desintegrar, por oxidação em fragmentos em um período de tempo não superior a dezoito meses.
A campanha de conscientização sobre o novo produto deve ser promovida pela administração direta e indireta por meios de convênios e parcerias com organizações não-governamentais e congêneres sem fins econômicos.
A lei entrou em vigor a partir de 19 de maio.
A lei diz ainda que as substituições devem ocorrer em empresas públicas e privadas nas seguintes formas: quatro por cento em quatro meses; oitenta por cento em oito meses; e cem por cento em um ano.
A fiscalização será feita pela Vigilância Sanitária do Município.
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Que coisa linda de se ver! Isso é o que todos os prefeitos deveriam fazer, mas infelizmente não o fazem.
Que legal ver isso acontecendo e ainda mais no ''meu'' estado
XD

Abraços

WaRR

Ah!

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quarta-feira (21) que não vai se opor à construção da usina nuclear de Angra 3, no sul do Estado do Rio, caso a licença ambiental seja aprovada pelo Ibama.Minc, assim como a ex-ministra Marina Silva, é contrário à produção de energia nuclear e à reativação de Angra 3, mas disse que que agora "sou do governo".Atualmente, o Ibama analisa a concessão de uma licença ambiental primária a Angra 3. "Sou um adversário do uso da energia nuclear, mas sou do governo. O processo (de licenciamento ambiental) está em andamento no Ibama, e vou ter que cumprir o que for determinado", declarou Minc, em entrevista coletiva nesta manhã, no Rio. "Não tenho a pretensão de ser o cara mimado que vai impor o tempo todo as convicções, acho que tenho que no máximo tratar com rigor o que for decidido."Minc anunciou ainda a criação de um decreto determinando que indústrias que utilizam matrizes fósseis tenham que gerar algum tipo de energia renovável para compensar. O projeto também já tem o aval do presidente Lula, segundo o novo ministro. "Ele (Lula) adorou a idéia", afirmou. (Fonte: Folha Online)
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"Sou do governo", ah! "Não tenho a pretensão de ser o cara mimado que vai impor o tempo todo as convicções, acho que tenho que no máximo tratar com rigor o que for decidido." AHHHHH³³³³³, cra mimado...aff. Ao invés de se preocupar com o meio ambiente tá se preocupando com o que os outros irão pensar, esse é bom hein!??! --'

Abraços

WaRR

FONTE