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ONU começa a discutir novo acordo contra mudança climática

Especialistas e representantes de 192 países iniciaram hoje, em Bangcoc, na Tailândia, as discussões para a elaboração de um novo acordo contra a mudança climática em 2009, que substitua o atual Protocolo de Kioto.

O secretário-geral da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, Yvo de Boer, não prevê grandes declarações durante os cinco dias de sessões, mas ecologistas e Governos de países pobres e emergentes esperam conseguir alguns benefícios.

De Boer disse aos jornalistas que a reunião, a primeira das quatro que acontecerão este ano, "tem que estar de acordo com um programa de trabalho e com os temas que serão discutidos nas negociações do novo pacto".

Os 192 países que participam da Convenção estipularam prazo de dois anos para negociar, redigir e aprovar, na Conferência de Copenhague em 2009, um tratado que substitua o Protocolo de Kioto.

"A situação de nosso planeta requer que os senhores sejam ambiciosos em seus objetivos, e que trabalhem duro para se chegar a um acordo", disse, em uma mensagem de vídeo exibida na reunião, o secretário geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon.

"O mundo espera uma solução que funcione a longo prazo, e que seja economicamente viável", acrescentou Ban.

Os debates e negociações em Bangcoc deverão respeitar o que foi estabelecido na XII Conferência das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, realizada em dezembro passado na ilha de Bali, na Indonésia.

O "Mapa de Caminho de Bali" destaca a ajuda, através do Fundo de Adaptação estabelecido pelo Protocolo de Kioto, aos países emergentes para atenuar os desastres naturais e os efeitos negativos do aquecimento do planeta.

As nações industrializadas também se comprometem a ajudar na conservação e reflorestamento, e a transferir tecnologia.

O acordo de Bali foi, além disso, um marco na luta dos últimos anos contra o aquecimento global, pois reincorporou os Estados Unidos nessa briga e estabeleceu como referência científica o quarto relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Com isso, os EUA, que se recusavam até então a falar em números concretos e em cortes nas emissões, admitiram implicitamente a importância, embora não a obrigatoriedade, de que as economias industrializadas reduzam, até 2020, entre 25% e 40% de suas emissões de gases poluentes em relação aos níveis de 1990.

A União Européia (UE) defende que as nações ricas reduzam suas emissões de gases causadores do efeito estufa em 30% até 2020, e espera que esta reunião de Bangcoc ofereça um "plano de trabalho detalhado e substancial que contenha os assuntos centrais do futuro acordo".

O especialista Anong Snidvong, diretor da "Start", agência tailandesa que investiga a mudança climática, afirmou que a reunião também permitirá falar de outras questões relacionadas, como o cumprimento dos objetivos do Protocolo de Kioto até 2012.

"Estou convencido de que poderemos achar um novo mecanismo que ajude os países do Anexo 1 do Protocolo de Kioto, que são obrigados a reduzir suas emissões em 5% até 2012 em relação aos níveis de 1990", disse Snidvong, que afirmou ainda que os mecanismos atuais são "impraticáveis".

Os debates na Tailândia, fundamentalmente técnicos, continuarão em Bonn, na Alemanha, em junho; em agosto, em local ainda não definido, e em dezembro, na cidade polonesa de Poznan.

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Curiosidade

Se todos os humanos consumisem tanto quanto os norte americanos, precisaríamos de 4 planetas para produzir tudo o que eles consomem.


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Sem ofensas!

TOP POLUIÇÃO

Data: 26/11/2007

Os países que mais emitem dióxido de carbono (CO²) poluidor:


1 - Estados Unidos - 24.3 %
2 - China - 14.5 %
3 - Rússia - 5.9 %
4 - Índia - 5.1 %
5 - Japão - 5.0 %
6 - Alemanha - 3.3 %
7 - Reino Unido - 2.3 %
8 - Canadá - 2.1 %
9 - Coréia do Sul - 1.8 %
10 - Itália - 1.8 %

O Brasil ocupa o 17º lugar no ranking da emissão de carbono, contribuindo com 1,3% da emissão total.

Geleiras derretendo!

A Organização das Nações Unidas divulga novos dados preocupantes sobre o aquecimento global. Em 2006, o derretimento de geleiras bateu recorde: a perda média foi de um metro e meio, em apenas um ano, contra 30 centímetros, entre 1980 e 1999.

Os dados estão em um relatório do Programa da ONU para o meio ambiente. Os cientistas mediram cerca de 30 geleiras. A média de perda foi de um metro e meio. Mas, em alguns lugares como na Noruega, o gelo chegou a diminuir três metros, em um ano. A única que se tornou mais espessa foi a de Echaurren Norte, no Chile. Mesmo assim, o relatóro alerta que as geleiras sul-americanas permanecem sob forte ameaça.

Milhões de pessoas dependem de água originada em geleiras para agricultura. O estudo da ONU aponta que o derretimento das formações ameaça a sobrevivência das populações. E conclui que o fato é mais uma evidência da ameaça do aquecimento global.

FONTE

Plástico biodegradável? O que é isso?

“É um produto que se degrada por ação de microorganismos vivos e, portanto, ele deixa de existir para se transformar em moléculas menores que não prejudicam o meio ambiente”, explica a pesquisadora Maria Filomena Rodrigues, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.

No Brasil, já existe tecnologia para a fabricação de plástico biodegradável. Existe até uma usina fabricando matéria-prima, no município de Serrana, pertinho de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Lá, a cana vira açúcar, e o açúcar vira plástico biodegradável.

“Se for colocado no lixo, em até 180 dias ele desaparece totalmente, se transformando em gás carbônico e água”, garante o fabricante de plástico biodegradável, Sylvio Ortega.

Mas, por enquanto, tudo o que a usina produz vai para o exterior. No Brasil, ainda usamos o velho plástico, aquele feito a partir do petróleo, que leva séculos para se degradar.